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Primeira exposição individual Auri Moraes, artista têxtil Goiana

16 de set.
3 min de leitura

Atualizado: 23 de set.

Primeira instalação textil individual de Auri Moraes, com o titulo ; Como num balé daqueles que a gente sonha que pode voar, Curadoria de Paulo Duarte Feitoza


local:

Centro Cultural Octo Marques · Goiânia · 2026


No dia 3 de setembro de 2026, abri no Centro Cultural Octo Marques, em Goiânia, minha primeira exposição individual: Como num balé daqueles que a gente sonha que pode voar, com curadoria de Paulo Duarte Feitoza.

O título já carrega muito do que existe dentro da exposição: o desejo de movimento, a tentativa, o sonho, aquilo que herdamos e aquilo que decidimos fazer do nosso jeito.

A exposição parte do corpo, da memória, da costura e da arquitetura, mas não fala somente daquilo que passou. Fala também daquilo que ainda pode existir. Dos desejos, dos sonhos, das escolhas e dos futuros que inventamos enquanto seguimos vivendo.

“Entre o que herdei e o que escolhi ser, costuro do meu jeito e ensaio voar.”

Não, vó, eu costuro do meu jeito

Um dos núcleos centrais da exposição nasce dessa frase.

“Não, vó, eu costuro do meu jeito.”

A costura aparece como herança de um gesto, mas também como teimosia e insubordinação. Aprender algo não significa necessariamente repeti-lo da mesma maneira. Costuro, rasgo, junto, sobreponho, deixo o avesso aparecer. As linhas percorrem as peles como marcas, caminhos e contornos. Aquilo que poderia permanecer plano ganha corpo e passa a ocupar o espaço. As obras são suspensas em diferentes alturas e transformam a sala em percurso. Não existe somente uma frente para olhar. É preciso circular, aproximar, afastar, inclinar o corpo e, às vezes, até virar a cabeça.


O corpo de quem visita também passa a fazer parte dessa montagem.
O corpo de quem visita também passa a fazer parte dessa montagem.

As obras mudam conforme o ponto de vista, a distância, a luz e o movimento de quem atravessa a sala. O que se vê de um lado não é necessariamente o que aparece do outro.

Talvez seja justamente aí que a exposição se aproxime de um balé: não porque tudo esteja perfeitamente ensaiado, mas porque existe movimento, tentativa, desequilíbrio, ritmo e vontade de alcançar alguma coisa que ainda não sabemos exatamente o que é.


Um sonho que ganhou espaço
Um sonho que ganhou espaço

Há algum tempo visitei uma exposição no Centro Cultural Octo Marques e pensei: um dia eu quero expor aqui também. Em setembro de 2026, esse pensamento ocupou a sala. Chegar até aqui envolveu muito mais do que produzir obras. A exposição nasceu de meses de pesquisa, escolhas, mudanças, montagem, conversas e encontros. A curadoria de Paulo Duarte Feitoza trouxe outro olhar para um processo que por muito tempo aconteceu de maneira muito solitária. Um olhar que acompanha, provoca, organiza, amplia e ajuda a perceber novas camadas naquilo que já estava sendo construído. E foi também um trabalho coletivo. A exposição só tomou sua forma final quando obra, arquitetura, montagem, luz, curadoria e pessoas começaram a conversar entre si.



A abertura

A abertura aconteceu na noite de 3 de setembro, das 19h às 22h.

Ver as pessoas caminhando entre as obras, olhando de perto, procurando outros ângulos, conversando, se encontrando e construindo suas próprias leituras foi também perceber que, depois de pronta, uma exposição deixa de pertencer somente a quem a criou.

Cada pessoa chega com sua história e vê alguma coisa diferente.

E talvez seja justamente por isso que continuo fazendo.

Porque há aquilo que eu quis dizer, aquilo que a obra conseguiu dizer e aquilo que cada pessoa ainda pode encontrar nela.


A exposição continua
A exposição continua

Como num balé daqueles que a gente sonha que pode voar permanece em visitação no Centro Cultural Octo Marques até 2 de outubro de 2026.


Quero convidar quem ainda não foi a conhecer a exposição presencialmente.

As fotografias mostram fragmentos, mas existe uma relação de escala, movimento, transparência, luz, sombra, frente e avesso que só acontece quando estamos dentro do espaço.


Venham caminhar entre as obras. Olhar de um lado. Depois do outro. Chegar perto. Afastar . E, quem sabe, virar a cabeça.


Porque eu falo de memória, sim, mas também de corpo, pele, desejo, sonho, invenção, futuro, presença e vida.


Antes de sobreviver, eu vivo.


◇ SERVIÇO

Como num balé daqueles que a gente sonha que pode voar

Artista: Auri Moraes,

Curadoria: Paulo Duarte Feitoza

◉ Centro Cultural Octo Marques Rua 4, nº 515, Setor CentralGoiânia · Goiás

◷ Visitação: das 9h às 17h

◈ Até 02 de outubro de 2026

Entrada livre.



 
 
 

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